Porto do Açu recebeu 1,5 mil toneladas de enxofre

O Porto do Açu, no norte do estado do Rio, está mirando a cadeia estratégica dos fertilizantes depois que os preços de insumos dispararam no mundo todo – primeiro, com a pandemia e, agora, com a disputa entre Estados Unidos e Irã no Estreito de Ormuz, restringindo o tráfego marítimo. O enxofre, que é insumo para fabricação de ácido sulfúrico, empregado no processamento de fertilizantes fosfatados, disparou a patamares recordes: Antes da pandemia, custava US$ 70 e hoje chega a US$ 1,2 mil por tonelada.

No Brasil, praticamente toda a importação acontece pelo Porto de Santos. Na última semana, o Açu recebeu seu primeiro volume. “Foi uma operação de 1,5 mil toneladas importadas nos Estados Unidos pela Minas Port”, diz João Braz, diretor de Terminais e Logística do Açu.

Braz reconhece que é um volume ainda pequeno, considerando a importação brasileira total, que fica em torno de 2,5 milhões de toneladas, mas que deve crescer com o investimento na infraestrutura – além do envase, está em desenvolvimento uma unidade de misturadora de fertilizantes, que deve ficar pronta no ano que vem. A capacidade projetada é para movimentação 300 mil toneladas por ano, equivalente a cerca de 12% da demanda brasileira atual.

A entrada nesse mercado também faz parte de uma estratégia mais ampla para dar ao Terminal Multicargas (T-Mult) um papel maior dentro do Porto do Açu. O T-Mult já movimenta grãos para exportação, incluindo milho não transgênico e soja, e deve fechar 2026 com 2,7 milhões de toneladas movimentadas.

Operado pela Porto do Açu Operações, subsidiária da Prumo responsável pelo desenvolvimento do complexo, o T-Mult é um dos 11 terminais privados do porto-indústria e ainda tem participação pequena diante das duas grandes operações que movimentam o Açu.

O maior volume passa pelo terminal de petróleo T-Oil, operado pela Vast Infraestrutura, e o outro grande eixo é o terminal de minério de ferro operado pela Ferroport, por onde é escoada a produção da Anglo American em Minas Gerais. A ambição agora é criar uma terceira avenida de crescimento, ligada ao agronegócio.

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