O CoastSnap foi idealizado pela University of New South Wales (UNSW), localizado em Sydney, e atualmente existe em mais de 100 países pelo mundo todo. O projeto propõe uma parceria entre as instituições de ensino e pesquisa e a sociedade para entender melhor o comportamento das praias, avaliar mudanças na costa, erosão costeira, vulnerabilidade e impactos sociais e ambientais.
“O monitoramento praial é um importante instrumento de gestão costeira. Quando a sociedade participa e ajuda na coleta de informações, não só conseguimos saber mais sobre as praias como também envolvemos a comunidade na geração e compartilhamento de conhecimento”, dizem os organizadores do projeto.
A iniciativa funciona por meio de fotografias tiradas da praia por qualquer cidadão, sempre do mesmo ponto e ângulo, através das estruturas nas estações da CoastSnap, possibilitando a comparação das imagens.
Após tirar a foto, a pessoa envia as imagens, por meio de um QR code, ao responsável pelo projeto. Com isso, a equipe do CoastSnap consegue criar pontos de controle para georreferenciar e processar as informações.
As fotos compartilhadas através das redes sociais serão utilizadas para estudar a linha da costa, identificando sua mobilidade, se está erodindo, crescendo ou se mantendo estável.
No Brasil, o projeto já conta com 35 totens instalados em diversas praias em diferentes regiões. Em Niterói, duas praias já contam com a estrutura da CoastSnap, a Praia de Camboinhas e a Praia do Sossego.
O projeto visa criar uma rede nacional de monitoramento participativo de praias arenosas a partir do engajamento de cidadãos na coleta e compartilhamento de imagens nas mídias sociais e digitais, contribuindo para a avaliação da variabilidade geomorfológica das praias, do comportamento da linha de costa e de características socioambientais ao longo da costa brasileira.
Além disso, os organizadores do Coast Snap falam em criar uma rede de cientistas cidadãos costeiros através de parceiras e engajamentos sociais, promover o engajamento social e a cultura oceânica através de ações educativas e de difusão de conhecimento, monitorar a linha de costa em curto e médio prazo, determinando o padrão de perda ou ganho de sedimentos em cada um dos locais estudados, avaliar o papel da participação popular na coleta de dados costeiros e analisar o comportamento morfológico das praias observadas na costa brasileira através da participação cidadã.